ISO 39001: o que a norma propõe e o que ela muda no transporte de cargas

Quem trabalha com transporte rodoviário no Brasil convive com uma realidade dura: a estrada é o maior risco da operação. Risco para o motorista, em primeiro lugar. E também risco para a carga, para o prazo do cliente e para a continuidade da própria empresa.

A ISO 39001 nasceu para tratar esse risco de forma organizada. Neste texto, explicamos o que a norma é, como ela funciona e o que muda quando a segurança viária passa a ser gerida como sistema.

O que é a ISO 39001

A ISO 39001 é a norma internacional que define os requisitos de um Sistema de Gestão de Segurança Viária, o SGSV. Ela foi criada para organizações que interagem com o sistema viário, o que inclui frotas próprias, motoristas, rotas e operações contratadas, com um objetivo direto: reduzir mortes e lesões graves em acidentes de trânsito.

A lógica é a mesma de normas já conhecidas do setor, como a ISO 9001. Existe uma política, existem objetivos, existem indicadores acompanhados com frequência e existe um ciclo de correção quando o resultado não aparece. O que muda é o objeto da gestão. Aqui, o objeto é a segurança das pessoas na estrada.

Como funciona um Sistema de Gestão de Segurança Viária

A norma organiza a gestão em torno de fatores de desempenho que a empresa consegue controlar ou influenciar. Na prática, os principais são:

  • Condutor: critério de seleção, formação continuada, gestão de jornada e fadiga, velocidade praticada, política de álcool e drogas
  • Veículo: manutenção preventiva cumprida no prazo, itens de segurança em ordem, adequação do equipamento ao tipo de operação
  • Rota e planejamento: escolha de trajeto e horário considerando o risco do trecho, e não apenas a distância e o prazo de entrega
  • Resposta a ocorrências: procedimento definido para acidentes e quase acidentes, com investigação de causa e ação corretiva acompanhada até o fim
  • Monitoramento: indicadores acompanhados com regularidade e levados para a análise da liderança, junto com os demais números da operação

Esse último item é o que separa gestão de intenção: sem indicador acompanhado e auditado, o restante não se sustenta.

Por que isso importa para quem contrata transporte

Para o embarcador, a segurança viária do seu transportador não é um assunto de terceiros. Um acidente grave na estrada entra na cadeia de suprimentos do cliente, afeta o abastecimento dele, aparece nas discussões de seguro e, cada vez mais, aparece também nos relatórios de sustentabilidade e nas auditorias de fornecedores.

Por isso, o tema tem ganhado peso nas homologações. A pergunta deixou de ser “vocês se preocupam com segurança” e passou a ser “me mostre como vocês medem”.

As operações certificadas na ISO 39001 chegam nessa conversa com resposta pronta. E, no dia a dia, entregam características que o cliente sente diretamente:

  • Menos ocorrências graves e, com isso, menos ruptura de programação
  • Custo operacional mais previsível, porque manutenção preventiva bem feita custa menos que corretiva
  • Frota mais bem conservada e com vida útil melhor aproveitada
  • Motoristas mais engajados, porque percebem que a segurança deles é levada a sério
  • Informação organizada e auditada para responder ao cliente quando ele pergunta

Como a Bendini trata o tema

A Bendini é certificada na ISO 39001. Na prática, isso significa que a segurança viária está dentro do mesmo sistema de gestão que sustenta as demais certificações da casa, com política, indicador, meta, análise crítica e auditoria de terceira parte.

Na operação, isso aparece assim:

  • Gerenciamento de risco dedicado, com acompanhamento contínuo das viagens e procedimento definido para cada tipo de ocorrência
  • Monitoramento 24 horas, com visibilidade das operações em tempo real e comunicação ativa com o cliente quando algo foge do previsto
  • Rastreamento e proteção de carga, com rastreadores híbridos e trava de quinta roda conforme o perfil de risco da operação
  • Política de álcool e drogas aplicada sem exceção, presente na rotina e não apenas no documento
  • Frota nova, com idade média em torno de dois anos, o que reduz de forma relevante o risco de falha mecânica em estrada
  • Gestão por indicador, na mesma disciplina que aplicamos na ISO 9001 e no programa OEA da Receita Federal

É esse conjunto que permite dizer, com evidência, que a carga do cliente viaja dentro de um sistema de segurança gerido e auditado, e não dentro de uma promessa comercial.

Se a sua empresa está revisando critérios de homologação de transportadores ou quer entender como acompanhamos o risco na estrada, fale com a nossa equipe. É uma conversa que gostamos de ter com dados na mesa.

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